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Out
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Satélites revelam redução no desmatamento amazônico no Peru

Por Stephen Leahy

O desmatamento peruano, intenso nas áreas próximas a estradas e a explorações de minerais, teve escasso impacto nas selvas protegidas, afirmam pesquisadores.

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TORONTO, 13 de agosto (Tierramérica).- As políticas de conservação de florestas reduziram o ritmo do desmatamento na Amazônia peruana, afirma um novo estudo baseado em dados obtidos com satélites de alta precisão. Embora as florestas amazônicas do Brasil sejam as que atraem a maior parte da atenção internacional, os 661 mil quilômetros quadrados de selvas peruanas são reconhecidos como um ecossistema único. Porém, os impactos da atividade humana em toda a região foram mal compreendidos até um estudo divulgado no dia 10, na revista científica Science.

“As reservas florestais e as áreas de conservação do Peru parecem estar funcionando bem”, disse Greg Asner, diretor do Observatório Aéreo da Carnegie Institution of Washington, com sede na Califórnia. O desmatamento e outras alterações das regiões de florestas – corte seletivo, exploração de petróleo e mineração – aumentaram, em média, 127,7 mil hectares por ano, entre 1999 e 2005. Entretanto, apenas 2% ocorreram em áreas protegidas, segundo o estudo de Asner e seus colegas. Por outro lado, os quatro milhões de quilômetros quadrados da Amazônia brasileira perdem entre dois e 2,4 milhões de hectares por ano, e aproximadamente 10% em áreas protegidas.

As razões para menor perda florestal no Peru seriam o isolamento das selvas e as políticas mais eficazes no uso da terra, disse Asner ao Terramérica. O Peru implementou há muito tempo um sistema de permissão de corte, regime que é muito recente no Brasil, acrescentou. Por meio de um sistema via satélite de detecção de alterações florestais, projetado para medir a perda florestal no Brasil, somado ao trabalho de campo, o estudo constatou que 86% de todas as perdas florestais se concentram em dois lugares: na região de Pucallpa, no Departamento de Ucayali, e ao longo de sua rede rodoviária.

As imagens revelam uma grande “infiltração” do corte das áreas autorizadas para as florestas próximas, acrescenta Asner. Embora seja difícil saber com precisão o que está ocorrendo, o especialista suspeita que, quando se permite desmatar uma área, os concessionários e outros atores cortam também as árvores vizinhas. A investigação também mostra que o desmatamento se deve à construção da Autopista Interoceânica, diretamente vinculada a 23% dos danos totais. Os cortadores buscam árvores valiosas, como a caoba (Swietenia macrophylla) que ainda é encontrada em quantidades importantes na Amazônia peruana, disse David Hill, ativista da organização não-governamental Survival, com sede na Grã-Bretanha.

Satélites revelam redução no desmatamento amazônico no Peru


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