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Out
07

Diamantes venezuelanos minuciosamente vigiados

Por Stephen Leahy

Entre os dias 5 e 8 de novembro, o governo venezuelano dará informação perante um organismo intergovernamental sobre os controles aplicados na extração de diamantes.

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TORONTO, 22 de outubro (Tierramérica).- A Venezuela deverá explicar sua política de exploração e exportação de diamantes na próxima sessão anual do Processo de Kimberley, uma iniciativa intergovernamental para estancar o uso ilícito da indústria diamantífera no financiamento de conflitos e guerras civis. Caracas reconhece que não é fácil controlar suas extensas fronteiras, mas garante que tenta cumprir o Processo de Kimberley, do qual é um dos três membros sul-americanos, junto com Brasil e Guiana.

A Venezuela não está envolvida no contrabando dos chamados diamantes da guerra, ou de sangue, pedras preciosas em estado bruto que nas últimas décadas foram exploradas e traficadas para financiar guerras civis e grupos armados ilegais em países com Angola, Costa do Marfim, República Democrática do Congo e Serra Leoa. Entretanto, Caracas descumpriu trâmites e apresentação de informes ao sistema de certificação do Processo de Kimberley, que impõe amplas exigências aos seus membros para garantir que os embarques de gemas estejam livres desse circuito ilícito, reconheceu ao Terramérica, de Bruxelas, o atual presidente desse acordo, Karel Kovanda, representante da Comissão Européia.

O Processo de Kimberley admite que houve “sérios sinais de não-cumprimento” por parte da Venezuela, disse Kovanda. Porém, desde que participou da reunião de junho, Caracas deu passos para dissipar essas preocupações com a apresentação de estatísticas sobre comércio e produção, acrescentou. Além disso, “há discussões em curso sobre a organização de uma visita de avaliação por parte de especialistas independentes do Processo de Kimberley”, acrescentou. Contudo, o descumprimento venezuelano será discutido na sessão plenária do Processo, que acontecerá entre 5 e 8 de novembro em Bruxelas, informou Kovanda.

As denúncias de irregularidades partiram da organização não-governamental canadense Partnership Africa Canada (PAC), que promoveu a implantação do Processo de Kimberley, um acordo entre 47 governos, a indústria diamantífera internacional e entidades da sociedade civil, com apoio das Nações Unidas, para deter o contrabando de diamantes com fins bélicos. Estas pedras são extraídas a céu aberto na Venezuela e contrabandeadas para o Brasil e a Guiana, segundo a PAC. “Os bandidos tiram diamantes venezuelanos do país e os vendem a outros ladrões”, disse Ian Smillie, coordenador de Investigações da PAC.

Diamantes venezuelanos minuciosamente vigiados


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