Archive for the 'amazônico' Category

28
Jun
09

Os dólares não são verdes>

lone elephant zambiaStephen Leahy

Bonn, 02/06/2008, (IPS)

Políticas econômicas que descuidam da biodiversidade causam aos serviços proporcionados pela natureza à população mundial perdas que chegam a US$ 78 bilhões, segundo um informe da União Européia e do governo alemão.

Uma versão preliminar do estudo intitulado “A economia dos ecossistemas e a biodiversidade” foi apresentada em Bonn, na Alemanha, onde na sexta-feira (30) terminou a IX Conferência das Partes do Convênio das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (COP9). A reunião, que começou no último dia 19, contou com a participação de mais de seis mil representantes de 70 países.

Em 2006, outro informe oficial, o Stern Review, realizado pelo Tesouro da Grã-Bretanha, alertou empresas e governos que combater a mudança climática custaria muito menos do que ignorá-la. O informe divulgado na quinta-feira situa o dano ecológico causado anualmente às áreas terrestres do planeta em US$ 78 bilhões.

“Com o atual ritmo de perda de biodiversidade, o mundo em desenvolvimento nunca ficará em dia com o mundo industrializado”, disse à IPS Pavan Sukhdev, principal autor do informe e diretor de mercados globais da filial indiana do Deutsche Bank.

“A pobreza não pode ser eliminada com a contínua queda dos serviços dos ecossistemas”, acrescentou. Continue a ler ‘Os dólares não são verdes>’

Anúncios
04
Mar
08

Biocombustíveis agravam a mudança climática

oil-palm-seedling-in-burned-peat-forest-wetland-international.jpg

Stephen Leahy

Toronto, 11/02/2008(IPS) – O uso de biocombustível aumenta muito mais do que a gasolina o aquecimento da Terra, pois sua produção encarece os alimentos e, portanto, incentiva o desmatamento e a perda de pradarias naturais que detêm carbono.

O uso de etanol equivale a emissões de gases causadores do efeito estufa 93% mais altas do que as da gasolina, disse David Tilman, ecologista da Universidade de Minnesota e co-autor de um de dois informes a respeito divulgados na semana passada na revista Science. “O balanço final é que usar boa terra de cultivo para os biocombustíveis aumenta a emissão de gases causadores do efeito estufa”, acrescentou.

Supunha-se que o uso de etanol derivado do milho reduziria entre 10% e 20% por cento das emissões de gases causadores do efeito estufa em relação à gasolina. Mas os estudos anteriores não avaliaram o uso da terra na produção de combustível, que reduz a superfície dos cultivos de alimentos em um mundo faminto. Isso aumenta o preço dos alimentos e força a conversão de florestas em pradarias em terras de cultivo. Cada hectare transformado emite na atmosfera, em média, cerca de 351 toneladas de gases causadores do efeito estufa.

conversion-of-us-grassland.jpg

Continue a ler ‘Biocombustíveis agravam a mudança climática’

01
Nov
07

Auge dos biocombustíveis incentiva o desmatamento

Stephen Leahy*

Toronto, 27/03/2007 (IPS/IFJ)(IPS) – Quase 40 mil hectares de florestas desaparecem por dia em razão da crescente avidez por madeira, celulose e papel.

2_4amazon_forest.jpg

E, paradoxalmente, também por causa dos biocombustíveis e créditos de carbono criados para proteger o meio ambiente. É um absurdo, dizem ambientalistas, que a crescente ansiedade para reduzir os feitos da mudança climática usando biocombustíveis e plantando milhões de árvores para conseguir créditos de carbono tenha se transformado em um novo motivo de desmatamento.

Continue a ler ‘Auge dos biocombustíveis incentiva o desmatamento’

01
Out
07

Satélites revelam redução no desmatamento amazônico no Peru

Por Stephen Leahy

O desmatamento peruano, intenso nas áreas próximas a estradas e a explorações de minerais, teve escasso impacto nas selvas protegidas, afirmam pesquisadores.

cloud-forest-from-above.jpg

TORONTO, 13 de agosto (Tierramérica).- As políticas de conservação de florestas reduziram o ritmo do desmatamento na Amazônia peruana, afirma um novo estudo baseado em dados obtidos com satélites de alta precisão. Embora as florestas amazônicas do Brasil sejam as que atraem a maior parte da atenção internacional, os 661 mil quilômetros quadrados de selvas peruanas são reconhecidos como um ecossistema único. Porém, os impactos da atividade humana em toda a região foram mal compreendidos até um estudo divulgado no dia 10, na revista científica Science.

“As reservas florestais e as áreas de conservação do Peru parecem estar funcionando bem”, disse Greg Asner, diretor do Observatório Aéreo da Carnegie Institution of Washington, com sede na Califórnia. O desmatamento e outras alterações das regiões de florestas – corte seletivo, exploração de petróleo e mineração – aumentaram, em média, 127,7 mil hectares por ano, entre 1999 e 2005. Entretanto, apenas 2% ocorreram em áreas protegidas, segundo o estudo de Asner e seus colegas. Por outro lado, os quatro milhões de quilômetros quadrados da Amazônia brasileira perdem entre dois e 2,4 milhões de hectares por ano, e aproximadamente 10% em áreas protegidas. Continue a ler ‘Satélites revelam redução no desmatamento amazônico no Peru’