Archive for the 'economia' Category

28
Jun
09

DESTAQUES: Propostas pautas verdes para biocombustíveis>

Sugar cane field oz RSLpixStephen Leahy

BONN, 2 de junho, (IPS) – (Tierramérica)

O mundo começa a discutir regras ambientais para a produção de combustíveis agrícolas.

A adoção de pautas internacionais para a produção sustentável de biocombustíveis surgiu como uma opção polêmica na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, realizada em Bonn em maio. As propostas, ainda vagas, indicam que se “pode promover a produção, conversão, o uso e comércio sustentáveis de biocombustíveis” e giram em torno de reduzir “incentivos perversos”, como os subsídios europeus e norte-americanos.

Os também chamados agrocombustíveis, refinados de cultivos como milho, cana-de-açúcar e soja, suportam uma onda de criticas dos que os consideram culpados pela atual carestia alimentar. Também são acusados de agravar a destruição de ecossistemas, ao empurrar outras produções agropecuárias ao corte e colonização de matas virgens. Precisamente, frear a crescente onda de extinções de flora e fauna foi um dos propósitos da reunião de Bonn.

“O Convênio das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica pode contribuir garantindo que os biocombustíveis sejam ecologicamente sustentáveis”, disse ao Terramérica Jochen Flasbarth, do Ministério de Meio Ambiente da Alemanha, um dos delegados presentes na IX Conferência das Partes desse tratado, realizada entre 19 e 20 de maio.

Alguns países nem mesmo quiseram discutir o assunto durante o encontro, mas o presidente do Convênio, o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, insistiu nisso. Em lugar de esperar pelo desenvolvimento de critérios de sustentabilidade, algumas organizações ambientalistas insistem em acabar com os subsídios, as exonerações de impostos e as cotas de consumo de biocombustíveis.

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28
Jun
09

Os dólares não são verdes>

lone elephant zambiaStephen Leahy

Bonn, 02/06/2008, (IPS)

Políticas econômicas que descuidam da biodiversidade causam aos serviços proporcionados pela natureza à população mundial perdas que chegam a US$ 78 bilhões, segundo um informe da União Européia e do governo alemão.

Uma versão preliminar do estudo intitulado “A economia dos ecossistemas e a biodiversidade” foi apresentada em Bonn, na Alemanha, onde na sexta-feira (30) terminou a IX Conferência das Partes do Convênio das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (COP9). A reunião, que começou no último dia 19, contou com a participação de mais de seis mil representantes de 70 países.

Em 2006, outro informe oficial, o Stern Review, realizado pelo Tesouro da Grã-Bretanha, alertou empresas e governos que combater a mudança climática custaria muito menos do que ignorá-la. O informe divulgado na quinta-feira situa o dano ecológico causado anualmente às áreas terrestres do planeta em US$ 78 bilhões.

“Com o atual ritmo de perda de biodiversidade, o mundo em desenvolvimento nunca ficará em dia com o mundo industrializado”, disse à IPS Pavan Sukhdev, principal autor do informe e diretor de mercados globais da filial indiana do Deutsche Bank.

“A pobreza não pode ser eliminada com a contínua queda dos serviços dos ecossistemas”, acrescentou. Continue a ler ‘Os dólares não são verdes>’

30
Mar
09

A hora da energia renovável

 

windmill-winter1Stephen Leahy

Kingston, Canadá, 26/06/2008, (IPS) – A mudança climática arrasa os Estados Unidos para “uma crise muito mais séria” do que as Segunda Guerra Mundial, alertou o ambientalista David Suzuki na Conferência Mundial sobre Energia Eólica.

Há 20 anos, um dos mais destacados cientistas norte-americanos, James E. Hansen, advertiu o Congresso de seu país sobre a ameaça da mudança climática e considerou em um informe perigoso deixar o tempo passar sem tomar medidas para minimizar o fenômeno.

Hansen, que trabalha na Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa), acaba de publicar novas pesquisas segundo as quais a concentração de gases causadores do efeito estufa chegou a um ponto em que pode desatar mudanças na atmosfera e nos oceanos que exigiriam milênios para serem revertidos. Para evitar isso, Hansen cobrou drásticas reduções nas emissões de dióxido de carbono, começando quase que imediatamente, e o abandono até 2030 das usinas de energia elétrica alimentadas com carvão. Os especialistas consideram que se trata de um grande desafio, mas que é possível conseguir isso.

Suzuki lembrou aos delegados que participaram da conferência que os Estados Unidos conseguiram responder ao enorme desafio que representou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), assim como há 50 anos, quando hoje a extinta União Soviética colocou o primeiro satélite no espaço e depois o primeiro cosmonauta. “Os Estados Unidos estavam muito atrasados, mas a nação não se rendeu”, afirmou Suzuki. Esse país, que se beneficiou enormemente de seus investimentos em pesquisa espacial através de novas tecnologias como satélites, telefone celular, pilhas de combustível, etc., também criou o clima que deu a ele a supremacia no campo da pesquisa científica.

via MUDANÇA CLIMÁTICA: A hora da energia renovável>

03
Jan
09

DIALOGUES: “A falta de alimentos é um mito persistente”

Stephen Leahy (Tierraméricaveg-food-basket)

LONDRES, 19 de maio, (IPS) – (Tierramérica) O encarecimento do petróleo e do transporte pode obrigar os governos a voltarem a confiar na produção local de alimentos, afirma em entrevista ao Terramérica o cientista Michel Pimbert.

O especialista Michel Pimbert propõe valorização da produção e da distribuição locais de alimentos.

A atual crise alimentar fez reviver o mito de que o mundo não produz comida suficiente para toda sua população, afirma Michel Pimbert, autor de um novo estudo que propõe valorizar a produção local. A crise é uma manufatura do sistema global de mercado, afirma Pimbert, diretor do Programa de Agricultura e Biodiversidade do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIAD), com sede em Londres. Continue a ler ‘DIALOGUES: “A falta de alimentos é um mito persistente”’

18
Nov
08

Outra revolução verde, porém melhor

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Stephen Leahy

Johannesburgo, 08/042008, (IPS) – Especialistas em agricultura que representam 60 governos exploram esta semana na cidade sul-africana de Johannesburgo caminhos para garantir a segurança alimentar mundial.

O plenário intergovernamental da Avaliação Internacional do Conhecimento, da Ciência e da Tecnologia no Desenvolvimento Agrícola (IAASTD), que começou ontem e vai até o próximo sábado, transcorre em um contexto de alta no preço dos alimentos e com centenas de milhões de pobres sofrendo com a fome em todo o mundo.

Em 2007, o preço do milho aumentou 31%, o da soja 87% e o do trigo 130%. As reservas de grãos estão em seu nível mais baixo e o estoque dos silos são suficientes para apenas 40 dias de abastecimento. A produção de alimentos deveria duplicar nos próximos 25 ou 50 anos para alimentar os três bilhões de habitantes que se somarão à população do planeta até 2050. “O problema de como alimentar o mundo não pode ser mais urgente”, ressaltou o diretor da IAASTD, Roberto Watson, chefe de cientistas do Departamento de Meio Ambiente a Agricultura da Grã-Bretanha. Continue a ler ‘Outra revolução verde, porém melhor’

27
Ago
08

MUDANÇA CLIMÁTICA: Um jogo de avarentos

Stephen Leahy 

Toronto, 07/04/2008, (IPS) – Cada vez há mais provas de que a mudança climática pode instalar um caos no futuro como nenhum outro fenômeno conhecido, segundo uma original pesquisa publicada em uma prestigiosa revista científica norte-americana. 

Tomar medidas coletivas a tempo de evitar o pior significa recompensar ações sustentáveis, punir os que contaminam e parabenizar publicamente aqueles que procuram proteger o meio ambiente, diz o estudo.

Todas as nações fixarão um objetivo e um cronograma para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa liberadas pela queima de combustíveis fósseis quando se reunirem em Copenhague no final de 2009 por ocasião da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática. A maioria dos cientistas atribui o aquecimento do planeta a esses gases, como o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Numerosos cientistas insistem que o objetivo a ser fixado para 2020 deve ser uma redução entre 25% e 40%, em relação às emissões registradas em 1990. Continue a ler ‘MUDANÇA CLIMÁTICA: Um jogo de avarentos’

27
Ago
08

MUDANÇA CLIMÁTICA: Soluções concretas para um problema concreto

 

Stephen Leahy

Toronto, 07/04/2008, (IPS) – Não faz muito tempo, os fumantes podiam acender seus cigarros em qualquer parte do Canadá e Estados Unidos. Agora, estão confinados a uns poucos espaços livres. Como conseqüência, muito menos gente fuma.

“Houve uma mudança importante nos valores relativos ao habito de fumar”, afirmou Anthony Leiserowitz, diretor do Projeto sobre Mudança Climática na Universidade de Yale. As leis contra o tabagismo, os impostos mais elevados e o conhecimento sobre os impactos na saúde dos fumantes ativos e passivos foram, entre outros, os fatores que levaram à mudança, afirmou Leiserowitz à IPS.

A maioria da população está preocupada com a mudança climática, mas a vêem como um problema abstrato e não conseguem estabelecer a conexão com eventos climáticos como o furacão Katrina, que devastou o Estado norte-americano de Louisiana em agosto de 2005, acrescentou. Isso também poderia estar mudando. A Austrália, que sofre secas sem precedentes, mudou o partido no governo em 2007, em parte porque a população rejeitava o até então primeiro-ministro John Howard que se negava a tomar medidas contra as emissões de dióxido de carbono. “Poderia-se dizer que John Howard foi o primeiro governante a perder o cargo por causa do clima”, disse Leiserowitz. Continue a ler ‘MUDANÇA CLIMÁTICA: Soluções concretas para um problema concreto’